A experiência sensorial como estratégia de acessibilidade ao património arqueológico: a perspetiva dos stakeholders
DOI:
https://doi.org/10.25145/j.pasos.2026.24.050Palavras-chave:
turismo acessível, património cultural, inclusão, experiências sensoriais, património arqueológico, stakeholders, Braga, turismo inclusivoResumo
Este artigo analisa as perceções de stakeholders ligados ao turismo, cultura, património e inclusão na cidade de Braga sobre a acessibilidade e o papel das experiências sensoriais no património arqueológico urbano. A investigação, de natureza qualitativa, baseou-se em vinte entrevistas semiestruturadas com stakeholders multidisciplinares dos campos do turismo, cultura, património e inclusão, analisadas mediante codificação temática com recurso ao software MAXQDA. Os resultados revelam a coexistência de barreiras físicas, comunicacionais e atitudinais com um reconhecimento crescente do valor das experiências multissensoriais para a promoção do turismo inclusivo. Os participantes destacaram a importância de recursos como réplicas táteis, materiais em braille, Língua Gestual Portuguesa e mediações auditivas e olfativas, bem como a necessidade de maior cooperação interinstitucional e formação especializada das equipas. A dimensão sensorial surge como potenciadora da participação ativa e da ligação emocional ao património, não obstante a ausência de estratégias estruturadas. Este estudo reforça o papel dos stakeholders na conceção de práticas inovadoras e inclusivas e contribui para o debate sobre a acessibilidade no turismo patrimonial, propondo recomendações aplicáveis a contextos similares.
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